28 de mar de 2017

Produto do meio social!

            Ninguém opta por ser ignorante, é uma imposição determinada pelo meio social e pelos criadores de um tal senso comum, vigente e seguida por pessoas que não tem capacidade racional para decidir ou opinar sobre soluções de problemas coletivos.
          Os donos da Sena têm uma procuração para representar a grande massa em causas de interesse da nação, religiosa e midiática. Os portadores da verdade relativa dizem o que é bom e o que é ruim. Os que adotam o comportamento do meio, por imposição ou preguiça, resta concordar.
          Gostamos de coisas que eles passam na TV e seguimos o todo poderoso da cultura imposta. Não é de interesse refinar o gosto dos que fazem parte do meio (produto do meio) para mudar a situação atual da massa de ignorantes do Brasil.
Chico de Oliveira

Sociologia: 5ª aula do 3º ano do Ensino médio.

Partidos políticos

                 Em uma democracia, deve haver liberdade para que todos apresentem propostas a serem discutidas com os demais cidadãos. Mas como cada cidadão, sozinho, pode ter influência sobre todos os outros? Digamos que você tenha uma boa ideia sobre uma nova lei, ou sobre como o país deve ser governado. O que você faz? Como agir para que todos os outros brasileiros ouçam sua opinião e tenham condições de avaliar se você tem razão?
         Uma solução é juntar-se a outros cidadãos que pensam mais ou menos como você para ampliar sua influência. Essa é a ideia por trás dos partidos políticos. Os partidos políticos são associações que têm o objetivo de disputar o poder político. Quando você resolve se filiar a um partido político, sabe que as ideias do partido não vão ser exatamente iguais às suas (afinal, os outros membros do partido também têm o direito de dar suas opiniões, que nem sempre coincidirão com a sua). Mas, se fizer uma boa escolha, você vai optar pelo partido com ideias mais próximas das suas. Boa parte da política consiste nisso: juntar-se a outras pessoas para defender ideias e interesses semelhantes.

27 de mar de 2017

Sociologia: 4ª aula do 2º ano do Ensino médio.

Karl Marx: trabalho e classes sociais
                A principal obra de Karl Marx, O capital, veio a público em 1867, ano de lançamento do primeiro volume. Os outros dois volumes foram publicados após a morte do autor, em 1883. Marx foi um dos maiores pensadores de seu tempo. Sua análise foi marcada pela investigação das relações de força entre os indivíduos. Para ele, a questão-chave para explicar as transformações sociais é a relação conflituosa entre forças sociais, isto é, entre classes sociais distintas com interesses contrários.

 Assim falou Marx

         A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes. [Homem] livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burgueses de corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora oculta ora aberta, uma luta que de cada vez acabou por uma reconfiguração revolucionária de toda a sociedade ou pelo declínio comum das classes em luta. […] A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão, novas configurações de luta, no lugar das antigas. A nossa época, a época da burguesia, distingue-se, contudo, por ter simplificado as oposições de classes. A sociedade toda cinde-se, cada vez mais, em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes que diretamente se enfrentam: burguesia e proletariado.

22 de mar de 2017

Sociologia: 4ª aula do 3º ano do Ensino médio.

Regimes políticos: a democracia

         Na discussão sobre os contratualistas, vimos que há opiniões diferentes sobre como o Estado deve ser organizado, quais os direitos e deveres dos cidadãos e que valores os cidadãos devem ter para que a política funcione bem. Dependendo de sua posição diante dessas questões, podemos dizer que você defende certo tipo de regime político. Segundo o Dicionário de política organizado pelos italianos Norberto Bobbio (1909-2004), Nicola Matteucci (1926-2006) e Gianfranco Pasquino (1942-), um regime político é o conjunto de instituições, leis e valores que regulam a luta pelo poder em determinada sociedade.
         Boa parte das diferenças entre os regimes políticos democráticos se explica pela maneira como, em cada país, se organizam três poderes fundamentais: o Legislativo (que tem o poder de escrever e votar as leis), o Executivo (que controla o poder para aplicar as leis com base na força — usando, por exemplo, a polícia) e o Judiciário (que garante que o Executivo aplique seu poder somente dentro do que diz a lei).

Reforma política e sistema de votação com suas diferenças

Voto proporcional, com lista fechada

        É o sistema em vigor em países europeus, como Portugal e Espanha.
        Como funciona: o eleitor escolhe um partido político apenas. Os votos são somados e garantem um determinado número de cadeiras para o partido ou coligação, distribuídas entre políticos previamente definidos pela legenda em uma lista. O que está sendo defendido por políticos como Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o modelo mais tradicional, no qual a ordem é pré-definida antes e são escolhidos os candidatos aos quais o partido político deu preferência.

21 de mar de 2017

Sociologia: 3ª aula do 2º ano do Ensino médio.

Max Weber: ação social e tipos ideais

        Max Weber nasceu na Alemanha, em 1864. Suas principais obras estão concentradas entre a primeira e a segunda décadas do século XX e estabelecem um novo estágio para as Ciências Sociais. Weber também se empenhou em sistematizar a Sociologia, mas sua análise difere muito da de Durkheim, sobretudo no que se refere à importância do indivíduo e de sua ação social. Diferente de
Durkheim, Weber não considerava a sociedade algo exterior e superior aos indivíduos. Para ele, a sociedade deveria ser analisada com base no conjunto das ações individuais.
        Mas o que significa isso? Segundo Weber, qualquer ação individual é orientada por outras ações, ou seja, quando agimos, levamos em conta e nos orientamos pela ação de outras pessoas. Com base na expectativa de como nossa ação será recebida, agimos de uma ou de outra maneira. Nossa ação individual é considerada por Weber social, pois está inserida em um contexto social e histórico que qualifica todas as ações individuais.

Opinião: Roberto Schweitzer (Florianópolis, SC).

          O empresário inescrupuloso adultera o produto, o funcionário público corrupto recebe propina para não fiscalizar, o político aproveitador recebe dinheiro por fora, mas errada está a Polícia Federal que apura e divulga. Este Brasil não tem jeito mesmo!

20 de mar de 2017

Informe econômico do Brasil, janeiro 2017

        A dívida pública líquida do Brasil não para de ser incrementada no mês de janeiro, ficou 34 bilhões e 644 milhões de reais maior nos 30 dias. A dívida que era de 2.892,913 bilhões de reais (46% do PIB), passou para 2.927,557 bilhões reais (46,4% do PIB). O percentual em relação ao PIB (produto interno bruto do país) aumentou 0,4% em 30 dias.
        A dívida bruta do governo geral do País é de 4.399,047 bilhões de reais (69,7% do PIB e aumento de 20,5 bilhões em janeiro). A dívida externa é de 212,690 bilhões (3,4% do PIB).
       O PIB do País ficou em 6.312,605 bilhões de Reais (01/2017, aumento de 11 bilhões e 482 milhões). As reservas em moeda internacional somavam 374,548 bilhões de dólares em 17/03/2017. A inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,76% (IPCA) e a meta do Governo para 2017 é de 4,50 ±1,5 p.p.

17 de mar de 2017

Será que é insolúvel?

          Devo acreditar em vossas palavras? Quando elas nos dizem que todos somos corruptos; e o mal não tem remédio, devemos assim permanecer. Será que para nós, a vida e a injustiça tiveram início no mesmo momento; jamais nos libertaremos de uma sem nos separarmos da outra; todavia, eu ignoro onde, quer na Escritura, quer na razão isto esteja assegurado, apesar dos esforços destes indivíduos para nos convencer, que a autoridade divina nos tenha sujeitado à vontade ilimitada de tais pessoas com pensamentos inconfessáveis. Admirável condição da humanidade, que não tenho inteligência para entender. Embora os donos da Sena condenem a opinião contrária, creio que eles terão dificuldade em encontrar gente com bom senso ou racionalidade, que afirme o caráter divino da roubalheira. Reconhecem-se que muitos lutam com coragem em defesa ao direito dos corruptos, com a afirmação de que todos somos igualmente corruptos.  
Chico de Oliveria

John Locke: Primeiro Tratado de Governos

           Para uma pessoa de bom senso, a corrupção é um mal tão espantoso, tão abominável e tão diretamente contrário aos fundamentos de justiça e à coragem de um povo, que é difícil imaginar como um brasileiro, e menos ainda um agente público, pode advogar em seu favor.

3ª aula do 3º ano do ensino média

Os contratualistas: o que o estado pode fazer?
            A origem do Estado, como vimos, está na guerra e na conquista. Maquiavel foi o grande pensador da fundação dos Estados. Mas o Estado é uma forma de dominação, e, como vimos, a dominação precisa ser legítima, precisa convencer quem obedece de que, de alguma forma, é certo obedecer. Por isso, quando o Estado moderno foi formado, vários pensadores tentaram resolver o seguinte problema: quando o Estado é legítimo?
            Durante esses debates, muitos de nossos conceitos sobre liberdade, igualdade e democracia foram formados. Vamos explorar agora três autores fundamentais para que, na nossa cultura, aceitássemos a existência do Estado e formássemos nossas opiniões sobre o que ele pode fazer. Até hoje, boa parte das ideias políticas tem origem nos livros desses pensadores, conhecidos como contratualistas, pois viam o Estado como resultado de um contrato entre os cidadãos que concordavam em obedecer a uma estrutura de poder com regras próprias.
            Isto é, embora o Estado tenha se formado por meio da conquista e da guerra, os contratualistas se perguntavam o seguinte: se todos nos reuníssemos e fundássemos um Estado por nossa própria vontade, como ele seria? Esse Estado seria, sem dúvida, legítimo, pois seria a expressão da vontade livre dos que obedecem.

16 de mar de 2017

Políticos de ontem, políticos de hoje e o Zé Pagante

        Veja o que se pensava do povo já no início do Século 20, mais precisamente no governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906): já se tinha a nitidez da "burrice" do povo.
        Aqui nesta charge o Zé Pagante, legítimo representante do povo, é representado por um asno. Passados mais de 100 anos, prevalece do mesmo jeito, o Povo continua pagando as mordomias e desperdícios do Governo e seus indicados, continua sendo o Zé Pagante de sempre. Até quando a falta de raciocínio da maioria da população produzirá os grandes gastos da administração pública?

13 de mar de 2017

2ª aula do 3º ano do Ensino médio

O poder

            O poder é a possibilidade de impor a vontade e, quando é só imposta não consegue se estabelecer por muito tempo, descobrimos que aqueles que obedecem precisam de motivos para obedecer. Esses motivos são muito mais complexos do que o medo da violência: a dominação, para ser bem-sucedida, precisa respeitar as tradições dos dominados, ou precisa oferecer-lhes a inspiração e o entusiasmo que uma grande liderança é capaz de produzir, ou precisa garantir a ordem segundo os princípios da lei. Ou talvez precise oferecer as três coisas, ou ainda outras que Weber não listou.
            No final da história, os dominados não se limitam a obedecer; eles têm valores, expectativas e exigências que impõem limites a quem exerce o poder. O político que resolver ignorar completamente a questão “afinal, por que essas pessoas me obedecem? ”, corre o risco de descobrir que, com o tempo, elas podem parar de obedecer.

9 de mar de 2017

2ª aula do 2º ano do Ensino médio

Émile Durkheim: coesão e Fato social

            Émile Durkheim nasceu em 1858, na França. Influenciado pela obra do filósofo francês Augusto Comte (1798-1857), que sistematizou pela primeira vez a Sociologia como ciência específica, aproximando-a dos métodos das ciências naturais, Durkheim procurou consolidar a Sociologia como ciência social distinta das ciências naturais. Com esse objetivo, preocupou-se em desenvolver uma teoria e um método de análise com conceitos específicos para o estudo da vida em sociedade. Como veremos a seguir, os fundamentos da sociologia de Durkheim podem ser resumidos nos conceitos de coesão, de divisão do trabalho (ou especialização do trabalho) e de fato social.

Assim falou... Durkheim
                [...] a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja essa realmente a função da divisão do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.

8 de mar de 2017

Brasil tem mais dura recessão da história: - 3,6%

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pib-encolhe-36-em-2016-e-pais-vive-recessao-mais-longa/                Dois anos de queda no PIB que chegaram a -7,4%. O baque foi de 3,6% em 2016, segundo o IBGE. Em 2015, o recuo havia sido de 3,8%. O resultado confirma a maior recessão da história do Brasil.

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